Gosto de dizer que sou
feita de múltiplas esferas

— brasileira, imigrante,
esposa, filha, irmã, amiga.

Vim de uma família tradicional do Sul do Brasil. Mas, diferente do que se espera de uma estrutura assim, a mulher sempre representou força dentro da nossa casa — primeiro com a minha avó, depois com a minha mãe, e agora comigo. Foi graças a elas que eu pude realizar o sonho que tinha quando criança: uma carreira internacional.

Hoje, morando em Estocolmo, encontrei um novo lar. E, mais do que isso, reencontrei aquela menina que sonhava em explorar o mundo.

Meu trabalho é uma extensão daquilo que mais me move: criar espaços de pertencimento, exploração, escuta e, como consequência, cura e conexão.

No desenho de experiências de aprendizagem, levo comigo o que me constitui: a afetividade, a hospitalidade e o desejo profundo de construir pontes entre pessoas e mundos. Vivo entre fronteiras — geográficas e simbólicas — e carrego o olhar de quem transita entre culturas, contextos e perspectivas. Meu repertório é tecido por encontros. Minha prática, por escuta.

No Boston Consulting Group, faço parte de um time de seis mulheres diversas que atuam em Learning & Development para a região nórdica. O que me encanta nesse trabalho é poder moldar a jornada de aprendizagem dos consultores desde o momento em que chegam — estar presente nas diferentes fases da vida profissional deles, ser parte do desenvolvimento e fazer o que já fazem bem ficar ainda melhor.

O projeto que mais ficou comigo foi o treinamento de novos contratados. Quase uma semana fora do escritório, e foi lá que entendi de vez: aprendizagem vai muito além da sala de aula. A gente cuida das pessoas desde o convite — para que não só cheguem bem, mas comecem a criar vínculos ainda no caminho.

Minha atuação nasce desse lugar. Eu acredito que o trabalho pode ser um espaço de pertencimento. Que aprender não é apenas adquirir competências, mas atravessar experiências que nos transformam. Que toda transição — chegada, promoção, mudança, despedida — carrega um potencial invisível de construção de identidade.

”ir, pra mim, é me escolher, e me
escolher me cura”

Desde pequena, fui
incomodada pelo acesso desigual
à educação no Brasil.

Por isso, um dos compromissos mais ousados que já assumi foi o de amplificar esse acesso — trazer a minha nova realidade para a minha gente. Construí uma comunidade de mais de 200 mulheres brasileiras espalhadas pelo mundo, com o propósito de nos encorajar através da troca de conhecimento e experiências de vida. Após a minha jornada pelo ambiente corporativo internacional, compreendi o meu propósito: devolver, em forma de experiência, tudo aquilo que um dia precisei encontrar. Foi assim que nasceu a Kolloni e o Esferas.

“Ir. Criar espaços que um dia não encontrei.”

Aprendi com a minha mãe e a minha avó que sonhar é imaginar possibilidades. Elas nunca partiram porque não sabiam que era possível. Ficar era a única opção. Hoje, honro as histórias delas indo — por mim, por elas e por tantas outras. Este é o meu legado: um ecossistema de evolução coletiva que se retroalimenta e vai além de mim.

Acredito que pertencimento não é consequência. É uma escolha. 

“pertencimento não é consequência. é escolha.”

VALORES

Gosto de explorar ângulos diferentes para resolver problemas de maneiras
que ainda não foram tentadas.

Ser vulnerável e transparente sobre as minhas ambições, fraquezas e forças me ajudou a construir relações de confiança e cultivar segurança psicológica.

Aprendi com a minha mãe a tratar as pessoas da forma como quero ser tratada. Essa mentalidade de serviço está em tudo que faço — inclusive quando estou conduzindo um treinamento ou criando um encontro.